16 de janeiro de 2016

Avenida Limoeiro - Capítulo 13: Fuga do galpão

No capítulo anterior, Penha decidiu fazer uma proposta para a Nina: de aumentar o salário dela se ela cozinhar e também fazer faxina! Mas será que ela irá aceitar? Descubra lendo o capítulo 13 da fanfic "Avenida Limoeiro", boa leitura.

Anteriormente em Avenida Limoeiro... 
Penha: Decidi que seu salário será de R$ 2.500. 
Rita: Nossa, é muito mais do que eu queria e precisava! 
Penha: Sei... e sobe para R$ 3.000 se você além de cozinhar fazer faxina aqui na mansão de 2 em 2 dias, está interessada?

Rita: Ai, dona Penha! Confesso que fico até feliz com uma proposta dessas! Aceito sim!
Penha: Ótimo. Mas vem cá, me dá um conselho: o que você faria se não tivesse o controle de alguma coisa importante?
Rita: Como o quê?
Penha: Vou dar um exemplo: digamos que alguém deixe 1 menina presa em cativeiro, aí essa mesma pessoa não suporta mais a pressão e não tem ideia do que fazer com a menina. O que você faria?
Rita: Bom, se eu fosse uma pessoa de má coração, eu certamente iria diminuir cada vez mais essa menina para ela se sentir incapaz de fazer qualquer coisa: de fugir, de me desafiar, de tentar algo contra mim e coisas do tipo.
Penha: Tá aí, gostei do seu conselho!
Rita: Ah, que isso! Algumas pessoas dizem que eu pareço uma psicóloga por causa dos meus conselhos, mas não sei não...
Penha: Quer ser minha psicóloga?
Rita: Negócio fechado! Haha!
Penha: Sabe que praticamente toda a minha família já morreu ou mora longe?
Rita: Mas por quê?
Penha: Eu sempre fui uma pessoa que parecesse antipática de primeira vista, aí sempre fui rejeitada por algumas pessoas. Da minha família mesmo, só restam os meus pais e uma avó que mora em Nova York, só que ela não me suporta devido a esse comportamento.
Rita: Ah, dona Penha! A senhora é uma pessoa que reluz felicidade! Eu olho pra você e vejo uma pessoa alegre, sensata, magnânima... e muito linda, tanto por dentro como por fora!
Penha (sem graça): Desse jeito você me deixa constrangida, Nina! Gosto de ser elogiada.
Rita: Gosto de conversar com a senhora, dona Penha.
Penha (sorridente): E eu de conversar com você, mas não me chame de senhora.
Rita: Bom, falando de culinária: o que você quer comer hoje no jantar?
Penha: Hum... quero comer um rocambole de abobrinha italiana!
Rita: E pra sobremesa?
Penha: A minha sobremesa preferida: cheesecake de frutas vermelhas.
Rita (indo descer as escadas): Com licença, irei preparar tudo.
Penha (no pensamento): Ela já está conquistando minha confiança...

No galpão...
Cebola: Ai, que chatice...
Do Contra: Seria mais legal se a Penha nos mandasse fazer mais serviços...
Mônica: Do Contra, não dê ideias!
Magali (sussurrando para a Mônica): Eu fico me perguntando de como vamos sair daqui!
Mônica (sussurrando): Aqui nem Wifi tem, então sem chances de enviar mensagens de ajuda. A operadora não funciona nesse chip, então também não tem como ligar pra ninguém...
Magali (sussurrando): Temos que pensar em um plano!
Jorginho: Vão realmente ficar sussurrando?
Lúcio: Bom, estou exausto! Será que a chefia liga se eu ir dormir um pouco?
Jorginho: Sei lá... mas vai lá, eu vigio eles.
Lúcio: Valeu, cara!

Na mansão...
Rita: Estava bom, dona Penha?
Penha: Maravilhoso, ótima comida! Uma pena que não levo jeito pra cozinhar, porque se não iria pedir seus segredos pra uma comida tão saborosa como essa.
Rita: Ah, o segredo é o amor. Faço tudo com muito prazer pra senhora.
Penha: Merece cada centavo do salário. Mas enfim, posso desabafar um pouco com você, Nina? Falar um pouquinho da minha vida? É que eu quero me abrir para uma pessoa de confiança.
Rita: Claro que pode dona Penha.
Penha: Eu tive uma infância boa e ao mesmo tempo ruim. Eu morava lá em São Paulo no Brasil e vivia com meus pais e uma intrusa: uma menina adotada que eu odiava. E depois de alguns dias de convivência com ela, eu comecei a tratá-la muito mal...
Rita: Entendo perfeitamente, que filho que gostaria de ter seu lugar substituído por um outro filho adotivo?
Penha: Pois é, eu pensava assim. Até que um dia armei para aquela menina e meus pais expulsaram ela de casa. Glorifiquei de pé depois daquele dia!
Rita: Não queria me intrometer mas... eu se estivesse no seu lugar, faria a mesma coisa!
Penha: Aquela menina, a Rita, era um atraso na minha vida. Aquele traste não servia pra nada, imagina que nem um chão ela varria?
Rita: Gente assim tem mais é que aprender com a vida mesmo.
Penha: E uma frase importante que eu sempre falo: a gente precisa comer um saco de sal com a pessoa pra saber quem ela é!
Rita: Concordo plenamente, dona Penha. Você foi só uma vítima, não fez nada de mal.
Penha: Ah, mas não te contei a pior parte: mandei alguns amigos meus levarem ela para trabalhar obrigada num lixão com os velhinhos. Fico tentando imaginar a cara dela quando ela chegou lá! Haha!
Rita: Ah, dona Penha! A senhora é uma comédia! Bom, precisa de mais alguma coisa?
Penha: Não, pode ir descansar.
Rita: Com licença.
Penha (no pensamento): Me simpatizei com ela!

No galpão, depois de algumas horas...
Jorginho (roncando): Rooooonc!
Mônica (falando baixo): Aquele capanga pegou no sono, Magali! É o momento certo de pensarmos num plano pra fugir daqui! Vamos tentar desatar os nós da corda!
Magali (tentando desatar os nós): Ai... não tô conseguindo!
Mônica (falando baixo): Consegui!!
Denise (falando baixo): Agora me solte que eu tenho prioridades.
Mônica (falando baixo): Folgada!

Depois de todos estarem soltos...
Cebola (falando baixo): Vamos raciocinar: se alguém consegue fechar o galpão por dentro, é porque há uma chave!
Denise (falando baixo): Nossa, grande raciocínio!
Mônica (falando baixo): Gente! A chave está em cima daquela mesa!
Do Contra (indo pegar): Vou lá pegar e abrir a porta!
Cascão (falando baixo): Ainda bem que vamos conseguir sair daqui, não estava aguentando mais!
Clanc! (Do Contra abrindo a porta do galpão)
Do Contra (falando baixo): Venham!

Continua no capítulo 14...

Roteiro e finalização: Eryan Raphael

11 de janeiro de 2016

Avenida Limoeiro - Capítulo 12: A mansão

No capítulo anterior, Rita decidiu começar desde já a sua vingança. Encontrou a Penha em seu lugar favorito, e pediu ajuda com um emprego. Mas será que ela irá ajudá-la? Descubra lendo o capítulo 12 da fanfic "Avenida Limoeiro", boa leitura.

Anteriormente em Avenida Limoeiro...
Rita (colocando a mão no ombro da Penha): Er... Bonjour, je suis du Brésil et je besoin d'aide! - Olá, eu sou do Brasil e preciso de ajuda! 
Penha: Falo português, garota. E não tenho esmola não. 
Rita: Não é esmola, é que eu ando procurando emprego. Você conhece alguém que pode me ajudar com relação a isso?

Penha: Não estou com vontade de fazer carridade pra ninguém hoje!
Rita: Ah, não se preocupe com isso. Apenas me ajude, por favor!
Penha: Fala logo o que você quer, garrota!
Rita: É que eu fui uma chef de cozinha em um restaurante da Argentina, e queria ser empregada aqui em Paris. Conhece alguma pessoa que precisa desse serviço?
Penha: Hum... empregada? Você parrece ser refinada demais parra isso... não sei não hein? Bom, já que está desesperrada para conseguir esse emprego, está contratada por mim.
Rita: Ai, obrigada senhora!
Penha: Senhorra não, me chame de Penha. Você irrá trabalhar na minha mansão e irrá receber em real mesmo. Vou pensar se serrá 2.500 ou 3.000 reais.
Rita: Obrigada, Penha! Nem sei como te agradecer!
Penha: Trabalhando. Vamos pra lá agorra parra você conhecer a mansão.
Rita: Claro, dona Penha!

Na mansão...
Rita: Nossa dona Penha, você tem um ótimo gosto para decoração!
Penha: Clarro que tenho, nasci em Parris!
Rita: E eu posso falar uma verdade? O salário é muito mais do que eu queria, fico muito agradecida mesmo!
Penha: Ótimo, vou subir para pegar seu uniforme mas antes preciso saber de uma coisa: no que você quer trabalhar aqui?
Rita: Posso trabalhar como cozinheira e arrumadeira ou um dos dois, a senhora escolhe.
Penha: Sem senhorra. Prefirro que trabalhe como cozinheira, porque há anos eu não como uma comida do meu nível, sabe?
Rita: Perfeitamente.
Penha (indo subir as escadas): Vou subir e pegar seu uniforme, me esperre aqui.
Rita (no pensamento): Meu Deus! Como ela ainda continua igualzinha a antes!

No quarto de hóspedes, no segundo andar da mansão...
Penha (pegando o uniforme): Ela acha que me engana? Com certeza ela deve ser aquelas estelionatárias que se infiltram na casa das pessoas parra roubar ou fazer outra coisa do mal! Vou ficar de olho nela!
(Penha desce as escadas)
Penha: Aqui está seu uniforme, não use ele decotado.
Rita: Pode deixar dona Penha. Onde posso me trocar? Quero começar desde já a trabalhar!
Penha: No segundo andar no quarto de hóspedes. Tem uma plaquinha na porta indicando.
Rita (subindo as escadas): Com licença.
Penha (desconfiada): Hum... vamos ver se ela consegue a minha confiança. Primeiramente irei pedir para ela fazer o meu prato preferido: fricassê de frango!

Enquanto isso no galpão...
Mônica: Ai que chatice ficar aqui sem fazer nada!
Magali: Melhor ficar sem fazer nada do que ficar roubando pessoas de bom coração...
Cebola: Gente, só fizemos aquilo porque fomos obrigados!
Magali: Sabemos disso, mas mesmo assim sentimos culpa.
Lúcio: Será que vocês não conseguem ficar quietos? Não quero um pio!
Cascão: Tá bom, não precisa ser indelicado...
Giovana (batendo na porta do galpão): Ô Lúcio! Lúcio! Abre aqui pra mim!
Lúcio: O que está fazendo aqui? A Penha disse que por enquanto só eu e o Jorginho iremos trabalhar!
Giovana (do lado de fora): E posso saber por que ela não me disse nada?
Lúcio: Lembra daquele dia em que você ficou reparando na mansão dela? Pois então.
Giovana: Pois o que eu fiz de mal? Uma mansão chique daquelas merece é destaque e muitos olhares mesmo!
Mônica (no pensamento): A Penha tem uma mansão mesmo? Hum...
Lúcio: Pois a patroa não gostou nada disso e te suspendeu do trabalho temporariamente.
Giovana: Ah, que frescura dela! Mas e o Juliano, o Guilherme e o Emiliano?
Lúcio: Foram demitidos por tentativa de roubo.
Giovana: Afe... Eu só não arrombo essa porta porque a patroa é pavio curto! Vou é embora!
Lúcio: Já vai tarde, mulher chata.

Na mansão da Penha...
Penha (comendo o fricassê de frango): Hum... que delícia! Você é uma ótima cozinheira! Aliás, qual é o seu nome?
Rita: Obrigada, dona Penha! Meu nome é Nina!
Penha: Está mais do que confirmado: está contratada!
Rita: Obrigada, dona Penha! Você não vai se arrepender!
Penha: Esperro que sim! Terminei de comer, serrá que você poderria fazer uma massagem?
Rita: Claro que sim, dona Penha! Forte ou devagar?
Penha: Mediana. Faça no pescoço e no meu ombro.
Rita (massageando): Assim está bom?
Penha: Huum... Ótimo, continue assim.

Depois de alguns minutos de massagem...
Penha: E não é que você realmente leva jeito para essas coisas? Me impressionou.
Rita: Que isso, dona Penha! Faço tudo com muito amor e carinho!
Penha: Um conselho: não faça nada com muito amor ou carinho se não estraga.
Rita: Er... Obrigada pelo conselho.
Penha: Decidi que seu salário será de R$ 2.500.
Rita: Nossa, é muito mais do que eu queria e precisava!
Penha: Sei... e sobe para R$ 3.000 se você além de cozinhar fazer faxina aqui na mansão de 2 em 2 dias, está interessada?


Continua no capítulo 13...

Roteiro e finalização: Eryan Raphael

10 de janeiro de 2016

Avenida Limoeiro - Capítulo 11: Bonjour!

Aviso: Este capítulo conta com alguns diálogos fortes (mais precisamente nos flashbacks da Rita). Caso seja uma pessoa muito emotiva ou menor de 12 anos, aconselhamos que não leia esta parte.
No capítulo anterior, Rita comoveu a todos com a história de sua infância. Depois de conhecerem a história de vida da menina, a turma não quis roubar o celular dela, mas por obrigação, a Denise tomou a iniciativa e pegou, só que teve um probleminha: a Rita chegou no momento exato e viu o celular na mão deles! E agora? Descubra o que irá acontecer lendo o capítulo 11 da fanfic "Avenida Limoeiro", onde se inicia uma nova fase. Boa leitura.

Anteriormente em Avenida Limoeiro...
Mônica: Ah! O celular dela está ali em cima do criado mudo! Mas não tenho coragem também!
Do Contra: Eu tenho.
Cascão: Como você consegue ser tão do contra com tudo? Caramba.
Magali: Não temos escolha, pessoal.
Denise (indo pegar o celular): ... ... ... pronto! Já estou indo para o galpão novamente, au revoir*!
Mônica (triste): Ai... vamos então...
Rita (chegando da cozinha): Aqui está os seus sanduíches e... ei! O que estão fazendo com o meu celular?

Magali: Corram!
(Todos da turma correm)
Rita: Não! Não façam isso! Devolvam meu celular!
Mônica (já do lado de fora, olhando para a Rita com água nos olhos): ... Até, Rita.
Rita (chorando e gritando): Mônica! Eu confiei sempre em você! Eu sempre... snif! Sempre confiei em você... AAAAAAAH!! O que eu fiz pra merecer tanta desgraça na minha vida? O quê? Snif...

Do lado de fora, com todos da turma correndo...
Jorginho: Saiu melhor do que encomenda, hein? Ótimo trabalho!
Mônica: Não falem mais comigo! Vocês não têm ideia de como me doeu fazer aquilo! Vocês não têm ideia do que eu senti quando trai uma das primeiras amigas da minha infância!
Lúcio: Ih, alá... Começou o melodrama. 
Magali: Ai, tadinha da Rita... Fiquei muito comovida com a história de vida dela!
Cascão: E pensar que a gente discutia tanto com a Penha por fazer aquelas maldades sem saber da maior de todas...
Do Contra: Sou do contra, mas tenho que concordar com vocês... nunca imaginei que a Penha fosse capaz de fazer tantas maldades assim!
Denise: Eu ainda estou em choque por ter feito aquilo, mas só incentivei vocês por obrigação... eu juro...
Cebola: Não precisa se desculpar ou ficar se lamentando, a Rita ainda vai saber de toda a verdade um dia.
Mônica: Pois é, um dia...

Enquanto isso, na casa da Rita...
Rita: Relembrando o passado de quando era maltratada por Penha
Penha: Ah, então você está aí peste! Vai limpar aquela cozinha toda agora! Anda!
Rita: Eu não quero, me deixa em paz!
Penha (gritando): VAI LOGO QUE EU NÃO AGUENTO MAIS OLHAR PRA ESSA SUA CARA!! ANDA!
Rita (chorando): Snif... já estou indo...
Outra cena
Penha: Sabe a vontade que eu tenho? De contar tudo o que você faz comigo para a MINHA mãe! Mas não vou fazer isso não, sabe por quê? Porque eu tenho pena de você. Mas chega de falar dessas coisas fúteis, pegue os vasos da mamãe e coloque tudo dentro da caixa de papelão, vou jogar essas cafonices todas no lixo. Aproveita e coloca este vaso lindo que comprei com o dinheiro que a vovó me deu e coloque no topo da estante.
(Rita pega o vaso da Penha e quebra) CRÁS!
Penha: Eu estou vendo bem isso? Vai me desafiar? Pois bem, então sabe o que eu vou fazer com essa bonequinha pavorosa que a sua mãezinha falecida cafona te deu?
RASG! (Penha rasgando a boneca)
Rita: Não faz isso! É a única lembrança que eu tenho da minha mãe!
Penha: Haha! É a última e inexistente lembrança da sua mãezinha cafona.
Rita: Não fala assim dela!
Penha: Falo sim, sabe por quê? Porque a essas horas as minhoquinhas estão fazendo a festa lá onde ela está enterrada!
Saindo do flashback
Rita (chorando): Snif... Será que foi a Penha que fez a cabeça da minha melhor amiga e de seus amigos? Pois bem, vou começar desde já a fazer o que eu desde criança tenho vontade: vou me vingar dessa mulher! Acho que já sei onde ela pode estar nesse momento...

No galpão...
Penha: Ótimo trabalho, agorra vou me retirar porque preciso analisar o celular dela.
Mônica: Mas responde uma perguntinha básica: a quanto tempo você não vê a Rita?
Penha: Não devia responder mas lá vai: não me encontro com ela desde quando eu cuidava dela como se fosse minha filha. Na verdade eu chamo ela de enteada mas era só uma irmãzinha adotada que eu detestava.
Magali: Você seria capaz de reconhecer ela atualmente?
Penha: Não mesmo, nem lembro mais como erra o rosto dela. Mas enfim, estou indo! Jorginho e Lúcio: vigiem eles!
Lúcio: Pode deixar!
Penha: Vou me retirar, até logo.
Denise (no pensamento): Hum... pra onde será que a Penha vai?

E...
Penha: Parle portugais? - Fala português?
Garçom: Falo sim.
Penha: Traga um café.
Garçom (se encaminhando à bancada): Sim senhora.
Penha: Até que enfim alguém do meu nível que fale mais de 1 língua nesse lugar.
Rita (colocando a mão no ombro da Penha): Er... Bonjour, je suis du Brésil et je besoin d'aide! - Olá, eu sou do Brasil e preciso de ajuda!
Penha: Falo português, garota. E não tenho esmola não.
Rita: Não é esmola, é que eu ando procurando emprego. Você conhece alguém que pode me ajudar com relação a isso?

Continua no capítulo 12...

Roteiro e finalização: Eryan Raphael

9 de janeiro de 2016

Aparências Enganam - Capítulo 7: Coincidências?

No capítulo anterior, Magali e Pérola trocaram de lugar. Isso mesmo que você leu! As duas estão vivendo a vida da outra, mas será que isso vai dar certo? A Pérola está no parquinho com Mônica e Do Contra e a Magali no carro indo para o teste com o Márcio. O que irá acontecer agora? Será que elas conseguirão "atuar" sem causar suspeitas? Descubra lendo o capítulo 7 da fanfic "Aparências enganam", boa leitura.

Anteriormente em Aparências Enganam...
Magali: Você vai me levar até o colégio né?
Márcio: Sim! Você já me perguntou isso quinhentas vezes, Pê!
Magali (pensando): Nossa, então é Pê! Por isso que ela reclamou quando eu chamei ela de Pé haha
Márcio: Pérola? Você ainda está ai?
Magali: Sim, sim! Estou!

Márcio: Você está estranha... Até agora não reclamou de nada! Você está doente?
Magali: Não, Márcio... Só não tenho motivos para reclamar, mas acelere aí! Não quero chegar atrasada no ensaio.

Enquanto isso no parque do Limoeiro...
Mônica: Você está estranha, Magali... Aconteceu alguma coisa?
Pérola (pensando): Te interessa?
Do Contra: Já vai dar duas horas... Cadê a turma?
Pérola: Turma? Como assim? Quer dizer... Vocês convidaram outras pessoas?
Mônica: Não, só a galera de sempre! Você sabe: a Dê, o Xavecão, o Xavequinho e o Cebola...
Pérola: Xavecão e Xavequinho? Nossa...
Do Contra: Falando neles...
Xaveco e Xavecão (falando juntos): Chegamos, galera!
Denise: Olá queridinhos! A diva do bairro também chegou!
Pérola (pensando): Ninguém merece!
Mônica: Que bom que vocês chegaram! Xavecão, continua a história da Magali...
Pérola: História da Magali? Quer dizer... Minha história? Como assim?
Denise: Você e sua boca grande! Na verdade, é a história de outra Magali! Você não é exclusiva no mundo né, fofa?
Pérola: Sou sim! É difícil achar alguém parecida comigo. Quer dizer, quase!
Do Contra: Tudo bem, tudo bom! Mas tá faltando o Cebola esqueceram?
Mônica: Ah... Mas Xavecão, conta a história que você ia contar, da OUTRA Magali...
Xavecão: Bom, na verdade nem tem tanta coisa para contar, mas terminando o que eu disse naquele dia... A Maga Li era uma bruxa muito forte! Com vários poderes e mágicas que surpreendiam a todos!
Pérola (pensando): O quê?! A Magali TAMBÉM é uma bruxa? Impossível!
Xavecão (continuando): Mas como eu disse para vocês, isso tudo é de família! Bom, acho que é só isso que faltava explicar...
Pérola: Vocês tem certeza que essa Magali que vocês estão falando não sou eu?
Denise: Claro, gata! Como eu disse, você não pode se dar o luxo de ser a única Magali do mundo...
Mônica: Bem, o assunto está bom mas vamos todo mundo indo para casa!
Denise, Xaveco, Xavecão, Mônica, Do Contra e Pérola (falando juntos): Tchau!
...
Cebola: Ué, cadê a turma? Droga, cheguei atrasado de novo!

Enquanto isso na escola...
Professora Larissa: Estão todos aqui? Que maravilha! Bom, vamos à chamada... No teste de Isabela, Pérola Fernandes Marques...
Magali (pensando): Fernandes? Ela tem o mesmo sobrenome que eu e a mamãe... Mas como?
Larissa: Pérola?
Magali: Ah sim, eu estou aqui! Desculpa a demora para responder é que...
Gabriella: Nossa, a roqueira disse desculpa! O que foi? Tomou calmante? Hahaha!
Magali: Não, eu... Olha aqui: não te interessa, tá?
Gabriella: Professora! Eu que deveria fazer a Isabela, não acha?
Larissa: Nós vamos fazer os testes a partir de agora, Gabriella.
Gabriella: Que bom, vamos ver se a roqueira é melhor do que eu!
Magali: Nossa que menina egoísta!
Larissa: Sem mais nem menos, Pérola: você é a primeira!
Magali (pensando): Ai, ai! E lá vou eu!

Continua no capítulo 8...

Roteiro: Kayk S.  Souza
Finalização e edição: Eryan Raphael

8 de janeiro de 2016

Avenida Limoeiro - Capítulo 10: Rita

No capítulo anterior, Mônica, Cascão, Cebola, Magali, Do Contra e Denise foram à casa da Rita com Jorginho e Lúcio. Mas será que a turma terá coragem de roubar o celular dela? Descubra no capítulo 10 da fanfic "Avenida Limoeiro", boa leitura.
Anteriormente em Avenida Limoeiro...
Cebola: Ela está em casa?
Lúcio: Como vou saber?
Denise: Saberemos agora!
Ding-dong (Denise apertando a campainha)
... (depois de 2 minutos)
Nhec! (alguém abrindo a porta)
Rita: Olá, o que desejam?

Mônica: Espera: Rita? É você?! Que saudades!
Rita: Mônica! O que faz aqui em Paris?
Mônica: Er... estou só de passagem! E trouxe meus amigos para virem junto.
Rita: Ah, que máximo! Entrem, por favor!

E...
Mônica: Esse é o meu namorado Do Contra, aquela é a Magali, a outra lá atrás a Denise, o da esquerda o Cebola e o da direita o Cascão! Conheçam a Rita, minha 1ª amiga do colégio!
Rita: Prazer em conhecê-los! Sentem-se!
Denise: Prazer! Mas espera: como assim a sua 1ª amiga do colégio?
Mônica: Quando eu não estudava com vocês ainda, fui para uma escola particular e lá conheci a Rita! Aí depois tive que sair de lá devido a problemas com as mensalidades da escola, e fui estudar na escola pública do Limoeiro onde eu conheci todos vocês!
Cebola: Mas como você ainda se lembrava dela se ficaram sem se falar por anos?
Mônica: Bom... depois de alguns anos eu nunca mais vi ela pelo bairro, aí ficamos sem nos falar até o dia em que eu achei o perfil dela no Feicebúqui e a adicionei. Aí nós começamos a manter uma amizade virtual que continua até hoje!
Magali: Ah, que história linda!
Rita: Verdade, Magali! Mas tenho uma pergunta a fazer, Mônica... como sabia meu endereço?
Mônica (disfarçando): Er... Bom, o Feicebúqui sempre salva os locais onde a pessoa está, então vi aquela bolinha no mapa e descobri que você estava morando em Paris. Aí eu decidi vir até aqui para encontrar você pessoalmente!
Rita: Até aí tudo bem. Mas o Feicebúqui não mostra o endereço. Então... você ainda não respondeu minha pergunta: como sabia meu endereço?
Mônica: Er... Uma amiga minha sabia onde você morava e me passou o seu endereço.
Rita: Que amiga? Ah, não precisa responder. Com certeza foi alguma amiga de confiança. Desculpe pelas perguntas, é que eu não quero que minha ex-madrasta saiba onde eu estou.
Mônica: Tudo bem, e pode deixar que eu e meus amigos não contamos a ninguém que você está aqui.
Cascão: Mas vem cá... por que sua madrasta não pode saber onde você mora?
Rita: Bom... é por um motivo muito pessoal, mas irei contar a vocês.
Denise: Conta o babado!
Do Contra: Ah, não precisa.
Mônica (dando uma cotovelada nele): Quieto, DC!
Rita: Minha ex-madrasta, a Penha, cuidava de mim quando eu era criança. Aí, depois de alguns dias cuidando de mim e se estressando muito, ela...
Denise (interrompendo): O quê?! A Penha cuidava de você? Mas como?
Penha: Na verdade eram os pais dela, que me adotaram quando eu tinha 7 anos. E chamo ela de ex-madrasta porque ela me tratava como se eu fosse uma filha e porque me maltratava muito, passei a odiá-la muito por isso.
Cascão: Por que ela te maltratava?
Rita: Por ciúmes. Ela até que gostava da ideia de ter uma irmãzinha adotiva no início, mas depois de ela ver os pais dela cuidando de mim, dando brinquedos e dando amor e carinho, ela começou a ter uma crise de ciúmes doentia que fazia com que seu ódio por mim aumentasse a cada dia.
Magali: Que história cabeluda!
Rita: Os pais dela até que gostavam de mim, mas aí veio a Penha com o seu ciúme bobo e armou pra mim quando eu tinha 13 anos: ela pegou o dinheiro do pai dela escondido e colocou na minha mochila, e depois ficou me acusando para os pais dela, até que o pai dela decidiu olhar só para provar que ela estava errada e se decepcionou com o que viu: uma armação feita por ela na cara dura.
Cebola: E qual foi a reação dele?
Rita: Brigou comigo e simplesmente me abandonou na rua. Mas para a Penha isso era pouco: ela queria porque queria que eu sofresse mais. Aí ela contratou 2 rapazes para me sequestrarem e me levarem até um lixão, onde eu teria que trabalhar obrigada para um velho rabugento e exigente.
Do Contra: Hum... Qual era a idade da Penha naquela época?
Rita: Ela tinha só 12 anos. Isso mesmo: só 12 anos!
Mônica: Gente... Ela conseguiu armar o sequestro todo sozinha com só com 12 anos? Caramba!
Rita: Provavelmente tinha alguém ajudando ela. Mas enfim: ela e os pais não prestam.
Cascão: Última pergunta: como você sobreviveu no lixão?
Rita: Sobrevivi com a ajuda da Lucinda, uma catadora de lixos que me tirou dos braços do velho. Depois eu fui adotada por um homem e levada para a Argentina. Só que ele teve um ataque do coração e morreu enquanto a gente fazia um passeio de barco.
Mônica: E por que você nunca me contou essa história toda?
Rita: É porque eu sempre quis esquecer disso, sabe... Mas enfim, vamos mudar de assunto e falar de coisas boas: querem um lanche?
Magali: Claro, claro, claro!
Cascão: Você está muito esfomeada ultimamente, Magali...
Magali: Tenho culpa se estou com fome? Hihi
Rita: Vou na cozinha preparar uns sanduíches, já volto.
Do Contra: ...
Denise: Gente! Que bafão foi esse?
Mônica: A Penha só com 12 anos decidiu fazer tudo isso? Estou horrorizada com tudo!
Magali: Essa história toda só me fez sentir mais raiva dela!
Do Contra: Faltou um pouco de emoção na história, achei sem graça.
Cebola: Afe... Mas pelo menos tudo está bem agora e...
Lúcio (cochichando pela janela): Ei, vocês! Vão roubar o celular ou não?! Vocês tem que ter compromisso!
Magali: Ai, não sei se tenho coragem... ela me comoveu muito.
Lúcio (cochichando): É agir e pronto! E andem logo com isso, vou voltar a me esconder antes que ela volte.
Mônica: Ah! O celular dela está ali em cima do criado mudo! Mas não tenho coragem também!
Do Contra: Eu tenho.
Cascão: Como você consegue ser tão do contra com tudo? Caramba.
Magali: Não temos escolha, pessoal.
Denise (indo pegar o celular): ... ... ... pronto! Já estou indo para o galpão novamente, au revoir*!
Mônica (triste): Ai... vamos então...
Rita (chegando da cozinha): Aqui está os seus sanduíches e... ei! O que estão fazendo com o meu celular?
 
*Tchau em francês. 

Roteiro e finalização: Eryan Raphael

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